.18 de maio.
. em algum dia 18, de algumas décadas atrás, eu resolvi q ia nascer. e deu tudo certo. os primeiros parentes então chegaram. e nada de sapatinhos vermelhos ou simbologias pra recém nascidos. os padrinhos me deram uma pá. daquelas grandes, de metal, com cabo de madeira. e em todos os aniversários seguintes eles seguiam o mesmo ritual. as pazinhas de praia. as pazinhas de cozinha. as pazinhas, pazinhas, pazonhas..pás, muitas pás...e com o tempo, a surpresa de abrir o presente acabou. não existia magia. afinal, sob o embrulho, sempre tinham as pás....malditas. nunca perguntei o pq do presente. acho q sempre compreendi. sabe como é, família excentrica...
. e o mais impressionante. em algum dia 18, de um mês qualquer resolvi me libertar das pás. seria muito conformismo aceitar q desde q nasci estou cavando o meu buraco. e outra coisa, não tenho disposição pra trabalho braçal. então, amigo, tenha cuidado....a partir de hj, ao invés de cavar o meu buraco, optei por dar com a pá na sua cabeça...sem nenhuma piedade. estou farta. chega de sorrisos. cinismo. e tudo o q muita gente tem oferecido. cansei. suma quem naum é bem vindo. e muito cuidado, durante 26 anos cavei o buraco, e ele está fundo o suficiente pra você cair lá dentro, e ninguém sentir falta!
. e o mais impressionante. em algum dia 18, de um mês qualquer resolvi me libertar das pás. seria muito conformismo aceitar q desde q nasci estou cavando o meu buraco. e outra coisa, não tenho disposição pra trabalho braçal. então, amigo, tenha cuidado....a partir de hj, ao invés de cavar o meu buraco, optei por dar com a pá na sua cabeça...sem nenhuma piedade. estou farta. chega de sorrisos. cinismo. e tudo o q muita gente tem oferecido. cansei. suma quem naum é bem vindo. e muito cuidado, durante 26 anos cavei o buraco, e ele está fundo o suficiente pra você cair lá dentro, e ninguém sentir falta!

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