.roda da fortuna.
Carmela. 62 anos. carro do ano. casa confortável. jóias. enche os bolsos de dinheiro todos os dias. dona de uma loja de produtos médicos. nos dias livres, organiza encontros com outras senhoras da alta sociedade. em cada "festinha" incentiva as amigas ricas a colabolarem com a sua causa humanitária. aqui não importa se é um lar de idosos, creche pra carentes, casa de repouso, enfim...qualquer lugar onde existe pessoas que precisam de algo (nesse caso, carência material/de bens), q para as senhoras é uma bobagem, detalhes de fácil acesso. e elas se juntam. tomam espumante. doces. salgados. tagarelam a tarde inteira. e recolhem, no fim da tarde, os objetos da bondade. e isso é ritual. agora, elas perceberam q além dos chás, q ficavam restritos a um pequeno grupo, podem existir os grandes eventos. os jantares, os encontros, as festas...tudo, tudooooooooooooo beneficente. impressionante. elas amam. elas ajudam os carentes. elas se promovem nas colunas sociais (afff...). elas brindam com seus casacos de pele. na sacola, a boa e velha fralda, pasta de dente, casaco velhos...e outras bugigandas q variam de acordo com o evento. mas talvez, a promoção da bondade e a repercussão do evento, não sejam a única busca das senhoras generosas. acho q elas fazem os atos como uma forma de agradecer a tudo o q tem. não tem nada a ver com o próximo. não tem nada a ver com o altruísmo. elas sabem tudo o q tem. e pior, tem medo de perder. elas temem a deus. afinal, deus vê a bondade das madames, e dessa forma elas ficam ilesas a qualquer modificação q venha arruinar as suas vidas.....e elas continuam...acredite, nesse momente deve estar acontecendo os menditos chás da bondade.
enquanto deus estiver em dívida comigo, não pretendo me associar a nada. sinto muito, asilos, creches e greenpeace.
ps. aos desprovidos de bom senso, não é para me levar a sério.
enquanto deus estiver em dívida comigo, não pretendo me associar a nada. sinto muito, asilos, creches e greenpeace.
ps. aos desprovidos de bom senso, não é para me levar a sério.

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